Silverthorne da Intel com supporte para HyperThreading. Mais detalhes do Tukwila

A Intel revelou ontem mais detalhes do novo Silverthorne, para aparelhos “ultra mobile”, assim como mais alguma informação sobre o Tukwila, da família dos Itanium, para servidores.

Os novos detalhes sobre o Silverthorne indicam que este tem suporte para Hyperthreading e para virtualização por hardware. A ISA (Instruction Set Architecture) do novo processador, diz a Intel, é 100% compatível com a do Core 2. À velocidade de clock máxima, 2 GHz, o consumo de energia será de 2W enquanto. A velocidades mais baixas o CPU poderá chegar aos 0.5W, mas ainda não se sabe o corte que é feito à velocidade do mesmo para se atingirem estes valores. As velocidades finais ainda carecem de confirmação oficial.

O regresso do Hyperthreading, planeado também para o Nehalem, é uma surpresa do tipo agradável, já que no actual panorama da programação concorrente será banstante útil. Actualmente, o paranorama é bastante melhor do que aquando do lançamento do Pentium 4 3.06 e, então, pode-se conjecturar que a performance deste CPU com HT poderá ultrapassar os 30% dessa altura. A razão prende-se com o facto de quando o processador tem um stall, ou não é capaz de ter as suas duas unidades em execução, pode puxar outra thread para execução. Contudo, neste caso, visto que o processador é in-order, se o compilador não conseguir optimizar bastante o código o processador terá muitos mais “stalls” que um “out of order”. O aumento de performance será maior do que o obtido com o P4 devido a este facto.

Como já foi dito o Silverthorne faz parte da estratégia da Intel para entrar no segmento dos “ultra mobile”, tais como o iPhone. Mas aí enfrenta concorrência de várias empresas, tais como a ARM, que oferece neste segmento o Cortex A8 (in order) e o A9 (out of order). É esperado que este último atinja velocidades na ordem do GH e que consuma os 250mw dos baseados no ARM11. Assim, e para reduzir o consumo, foi introduzido pela Intel um novo estado C, o C6. Quando se encontra neste, o Silverthorne, mantém ligados apenas a SRAM e alguns circuitos para “acordar” o processador quando tal for necessário. Sair deste estado, para um mais responsivo, demora cerca de 100 micro-segundos, e nos testes realizados pela Intel o processador consegue permanecer no C6 até 90% do tempo.

Portanto a Intel conta com uma combinação do suporte total para a ISA dos x86 e de um baixo consumo de energia baseado num novo estado para fazer do Silverthorne o processador a usar nos novos dispositivos móveis.

O Tukwila é também ele um chip bastante interessante interessante, e grande. Grande. São 2 biliões de transístores. Tem a típica ISA Itanium, IA64, e mais alguns melhoramentos, que também serão incluídos no Nehalem. Tais como 30MB de cache L2, QuickPath (semelhante ao HyperTransport da AMD) e dual controladores de memória integrados. O Hyperthreading também está de volta, e sendo este um quad-core, permite correr 8 threads ao mesmo tempo. O TDP esperado é de 130W já que o processador será fabricado a 65nm. Sobre isto o CTO da Intel, Justin Rattner, diz

Rattner said that the decision to stick with 65nm was “probably” due to reliability concerns. “90 percent of the latches on Tukwila are SER-hardened,” he said, referring to error-resistant logic circuits designed to shrug off the effects of cosmic rays. As components in processors get smaller, they are more prone to electronic errors caused by radiation, he said. Rattner added that it was possible that the next generation of Itanium would skip 45nm and go straight to 32nm.

O Tukwila é esperado no fim deste ano num socket derivada da LGA 1366, e será compatível com os CPUs baseados no Nehalem quer em socket quer em chipset, devido ao uso do novo Quickpath interconnect.

O post “original” pode ser encontrado em ZDNet.
Keywords: Intel Silverthorne HT hypertreading tukwila

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